terça-feira, 12 de abril de 2011

Tropa de Elite 2


Acabei de visionar este retrato social do Brasil intitulado Tropa de Elite 2.
Sinceramente, não tenho palavras para descrever tamanho murro no estômago.
Esta sequela supera em larga escala o 1º da saga Tropa de Elite 1 não só, pela história extremamente bem construída com um ritmo frenético e de uma realidade que o próprio espectador foge das balas e se esquiva de algum movimento mais brusco.
Com o sistema 3D de certeza que muitos passariam a maior parte do filme com a cabeça agachada e e protegida pelo banco da frente.
Esta história retrata a realidade dos BOPE que sendo vilões e protegendo a população dos traficantes, dos sem lei, dos bandidos segura a ordem de uma possível ruptura no tecido de segurança nacional. Será que proteger os bandidos e banindo esta forma de actuar trará beneficios?
A própria policia conseguirá resistir à tentação do bagulho?
Muitas destas questões e outras serão respondidas nos 116 minutos, pois tal como o titulo envoca "O Inimigo agora é outro"
Mais uma relíquia dos nossos irmãos brasileiros que nos presenteiam sempre com o melhor, são títulos destes que em conjunto com outrosCarandiru, Estomâgo, Autocarro 174, Cidade de Deus entre outros fazem do portfólio brasileiro um cartão de visita ao cinema sul americano. O que há de comum entre eles?Sim é a violência, mas não deixa de ser uma realidade.
Obrigado irmãos por este retrato.

Senão gostarem do que foi escrito sempre tem alternativa.

sábado, 12 de março de 2011

Carancho

Trago até vós um filme argentino que esteve em exibição no Fantasporto 2011 e que ganhou o prémio de melhor realizador Pablo Trapero.
É um filme contagiante e de um ritmo frenético que nos dá a conhecer o mundo obscuro das seguradoras que têm lucros anuais muitas vezes por vias menos próprias.Os actores, Ricardo Darín e Martina Gusman estão alinhados com o ritmo do filme e transportam para o espectador a sensação de pesar, de alegria, de paixão e de ódio. Vigaristas que ganham dinheiro a enganar os números anuais e proveitos estrondosos que só se observam em países com elevada percentagem de economia paralela. A argentina sendo um país sul americano padece desta realidade que já assombrou países como a Grécia e que continua a denegrir a economia italiana e não só.
Recomendo esta película sul americana que ao pertencer a esta parte do globo me apraz dizer que como já o disse anteriormente que a indústria cinematográfica desta região se tornará (se não o já o é) uma nova vaga de bom cinema.
Três vivas ao cinema sul americano, espero que o cinema lusitano siga estas pisadas.

sábado, 5 de março de 2011

True grit aka Indomável


Olhe pare e escute, é o que me vem ao pensamento após visionar este excelente filme.
dos irmãos Coen. True Grit reporta-me aos velhos filmes dos anos 50 e 60 que basicamente se podem resumir numa frase "Caça ao Homem".
Os irmão Coen conseguem simplificar nesta película o sentimento dark e de revolta presente numa inocente miuda de 14 anos que apenas pensa num único fim, a vingança da morte do pai.

É com este intuito que pega no seu cavalo e se lança aos tubarões Ned Pepper e o seu gangue.

Numa representação digna de uma vencedora de um óscar Hailee Steinfeld segue os ranger's Jeff Bridges e Matt Damon numa aventura que se prolongará após a busca do assassino do seu pai.

Apesar de ter visto o Fargo ou o Este País não é para velhos, nunca fui um fã dos irmãos Coen, mas com este filme tornei-me um acérrimo defensor da sua arte.

Este filme transporta-nos para a busca incessante de uma inocente para trazer a honra e a dignidade do seu pai nem que tenha de perder a juventude e por fim puxar o gatilho.

Não existiram prémios "óscares" para esta película mas aqui deixo o meu prémio, sim eu puxo o gatilho e torno-me o carrasco do assassino de nome Tom Chaney.

Long life for the kings Coen.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011



I'm back!

Fui ver o Tron: O Legado e adorei, esta "película" transversal ao mundo em que vivemos reflecte o espirito insaciável do ser humano em atingir a perfeição. Sim, o ser humano é assim, não nos escondamos em floreados e em realismos. Todos querem algo mais do que realmente possuímos.
É com base nesta máxima, que o desenvolvimento acontece, os país se desenvolvem, as tecnologias ganham cor e o automatismo se instala no mundo quotidiano.


Agora regressando ao filme, Jeff Bridges volta passados 28 anos ao mundo virtual e electrizante que cria ao lado da sua imagem Clu. Este filme é bem capaz de ser inscrito no livro dos recordes por ser a sequela cujo o tempo dista mais do primeiro filme, sim 28 anos!Deu tempo para o Jeff Bridges ganhar barba branca e a tecnologia chegar ao minimalismo e perfeccionismo que hoje se encontra.

Um mundo futurista que se baseia numa ideia chave, criar um mundo virtual perfeito que se funda com a realidade e que possamos entrar sem ser necessário colocar uma moeda de 50 centimos na velha máquina arcade. A quem nunca apeteceu ao fim da tarde relaxar num sitio aonde ninguém nos conhece, construido por nós e idealizado por nós, basicamente tomarmos o papel de Deus por uns momentos.

Ah e tenham em atenção á Olivia Wilde, o seu papel como Quorra aka Algoritmo Isomórfica dará muito que falar.

Após visualizar esta mega produção, lembrei-me imediatamente do ambiente futurísta do Blade Runner, quem não viu esta pérola de ficção cientifica?Um filme á frente do seu tempo, incompreendido por uns, odiados por outros e venerado por alguns.

Sentem-se, ponham os óculos e apreciem o que o futuro vos reserva, por pouco mais de uma hora vislumbre-se com o século 22.

"Everything a sequel should be; sexy, stylish and superbly entertaining sci-fi for fans of the original cult classic "

Vou já comprar a banda sonora dos Daft Punk, quem melhorar para imprimir a roupagem do século 22 ao som das guitarras electrizantes e de ritmos que se ecoam por anos e anos.

Nota 5!